sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sociologia Paulista

Dois estudos de Luiz Carlos Jackson:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Tipos e mitos do pensamento brasileiro

Octávio Ianni - Tipos e mitos do pensamento brasileiro (Sociologias, 2002); também em pdf.

Antonio Candido - Octávio Ianni: um homem justo (2005), em pdf.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Florestan Fernandes

Florestan Fernandes (1920-1995)
A integração do negro na sociedade de classes (1964)
Revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica
(1974)


Florestan Fernandes - Ciências Sociais na ótica do intelectual militante (Estudos Avançados, 1994); também em pdf.

Textos antigos de Florestan no site Almanaque.

Informações bio-bibliográficas no site da Biblioteca Florestan Fernandes.

Sobre Florestan:

Antonio Candido - Para saudar um grande homem (1995)
Antonio Candido - Um militante incansável (1998)

Dossiê Presença de Florestan Fernandes (Estudos Avançados, 1996), incluindo textos de Antonio Candido, Octávio Ianni e outros.

Barbara Freitag - Florestan Fernandes revisitado (Estudos Avançados, 2005); também em pdf.

Vídeo
Documentário: Florestan Fernandes, o mestre [com depoimento de Antonio Candido].

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Oscar Wilde


Oscar Wilde (1854-1900) - escritor irlandês mais lembrado pelos ditos espirituosos (ou pelo escândalo da prisão), Wilde, ao longo de sua vida, advogou o socialismo e escreveu o ensaio "A alma do homem sob o socialismo".

"Se Wilde foi, em termos sociais, um protestante de classe média alta, ele também produziu uma série de tratados revolucionários disfarçados de histórias de fadas para crianças. [...] Se ele era íntimo das Lady Bracknells, também transitava livremente nos círculos radicais, tornando-se amigo de William Morris e do príncipe Kropotkin." (Terry Eagleton)

Obras de Wilde em inglês: The Oscar Wilde Collection. Traz o livro de contos infantis The Happy Prince and other stories [O príncipe feliz e outras histórias] (1888), o romance The Picture of Dorian Gray [O retrato de Dorian Gray] (1891) e outros textos.

Algumas obras de Wilde em inglês, no site The Free Library, incluindo The Soul of Man under Socialism (1891).

Obras de Wilde no site Project Gutemberg.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

William Morris


William Morris (1834-1896) - artista, criador de padrões decorativos, editor e escritor ligado à Irmandade Pré-rafaelita, Morris também atuou nos inícios do socialismo britânico, tendo trabalhado diretamente com Eleanor Marx e Engels; manteve constante atividade política e, em 1884, fundou a Socialist League.


Obras de Morris em inglês - The William Morris Internet Archive. Traz o romance News from Nowhere (1891), além de vários outros textos, como os artigos Art and Socialism (1884), How We Live and How We Might Live (1884) e How I Became a Socialist (1894).

Obras de Morris em inglês, no site Project Gutemberg.

As obras de Morris em inglês também se encontram no site The William Morris Society. Com informações biográficas e reproduções de seu trabalho artístico.



sábado, 21 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Caio Prado Júnior (2)

Complemento ao post anterior sobre Caio Prado Jr:

Caio Prado Jr
- História Econômica do Brasil, em pdf. [4shared]

[Para baixar o arquivo, clique no botão "Download now" na página do 4shared, espere o link aparecer e clique no link do arquivo.]


Caio Prado Jr.
12/03/2007
Antonio Candido*
Especial para o Jornal Sem Terra

Caio Prado Júnior não foi não apenas um grande intelectual, mas também um grande homem, que soube fazer da inteligência e da cultura instrumentos de ação social e política. Em 1933, ainda muito jovem, publicou a primeira interpretação marxista da nossa historia, Evolução política do Brasil, marcando uma posição de estudioso inconformado com as concepções orientadas pela perspectiva da classe dominante. Em 1942 publicou Formação do Brasil Contemporâneo, esclarecendo o sentido da nossa história a partir do tipo de exploração econômica da colonização.
Depois vieram outros livros fundamentais, como História econômica do Brasil (1945) e A revolução brasileira (1966). Eles mostravam a atuação teórica de uma grande cabeça baseada no marxismo, mas não subordinada às palavras de ordem do marxismo oficial. A rigorosa objetividade de Caio Prado Júnior, o seu conhecimento direto do país, alimentado por pesquisas e viagens constantes, o levaram bem cedo a pensar em soluções adequadas à nossa realidade, não em receitas externas.

Pensamento e ação
Coerente com o espírito do marxismo, para o qual o pensamento deve se traduzir em ação, declarou-se bem cedo comunista e aplicou na luta a riqueza do seu saber, a sua rara integridade e a sua bravura. Em 1935, foi presidente da seção paulista da Aliança Nacional Libertadora, sendo preso até 1937, quando pôde sair do país. De volta, em plena ditadura do Estado Novo, prosseguiu na luta, inclusive concebendo um importante plano cultural, concretizado em 1944 na Editora Brasiliense, na Revista Brasiliense, verdadeiros focos de informação e investigação radical do país.
Deputado estadual pelo Partido Comunista em 1945, foi cassado em 1947 com o fechamento deste, mas continuou na estacada, sendo preso de novo em 1969, desta vez por um longo período. Modelo de lucidez, coerência e destemor, Caio Prado Júnior, cujo centenário está sendo comemorado, será sempre um inspirador das lutas sociais no Brasil.

* Antonio Candido é crítico literário e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP)
[Fonte: MST]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Sérgio Buarque de Holanda (2)


Sobre Sérgio Buarque (em complemento ao post anterior):

Leandro Konder - Sérgio Buarque de Holanda (capítulo do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo).

Antonio Candido - A visão política de Sérgio Buarque de Holanda (Folha, 1998), em pdf. [4shared]

Antonio Candido - Sérgio em Berlim e depois (Novos Estudos), em pdf. [4shared]

Breve artigo de Antonio Candido sobre Tentativas de Mitologia (Jornal da UBE).

Rodrigo Ruiz Sanches - Sérgio Buarque de Holanda na Universidade do Distrito Federal, na Universidade di Roma e na Escola Livre de Sociologia e Política (Novos Estudos on-line).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Originalidade de Antonio Candido

Leandro Konder - Antonio Candido (capítulo do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo).

Roberto Schwarz - Originalidade da crítica de Antonio Candido (Novos Estudos), em pdf. [4shared]

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Roberto Schwarz - Discutindo com Alfredo Bosi

Artigo de Roberto Schwarz sobre Dialética da Colonização - Discutindo com Alfredo Bosi (Novos Estudos, 1993), em pdf. [4shared]

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Para pensar o problema da fome

Em 1999, o SESC promoveu um debate sobre "Alimentação - Direito Fundamental do Cidadão". Antonio Candido escreveu para o evento um texto intitulado "Alguns Tópicos para Reflexão", divulgado na Folha:

ANTONIO CANDIDO
Creio que o Sesc já reuniu um acervo importante de observações sobre o problema da carência alimentar e social, como se pode ver, entre outras publicações, pelas contribuições reunidas nos dois volumes intitulados "O Desafio Social da Fome". Essa obra denota a ocorrência de um fato novo e muito auspicioso, que é a participação nascente do empresariado na luta contra a miséria e a marginalização social.
Isso posto, seria pretensioso de minha parte querer sugerir idéias a quem se revela bem aparelhado para enfrentar o problema nos limites da esfera privada. Portanto, o que segue é simples manifestação de boa vontade e espírito de colaboração.
1. Um dos traços mais positivos do nosso tempo é o que se pode denominar "consciência da fome", isto é, a convicção mais ou menos generalizada de que há muita fome no mundo, que boa parte das populações não pode se alimentar de maneira conveniente e que isso não é fatalidade ou castigo (como se pensava antes), mas fruto de uma organização social insatisfatória, que concentra renda numa extremidade e priva a outra dos recursos mínimos.
Essa consciência é um passo à frente e deve ser o primeiro tópico de reflexão. É bom, inclusive, lembrar que cerca de algumas dezenas de anos atrás quem dissesse essas verdades seria taxado de subversivo e poderia sofrer consequências penosas. Mas hoje, essa é a linguagem dos governantes, dos políticos, dos jornalistas, dos empresários, sem qualquer conotação de tipo radical. Portanto, trata-se de algo positivo, por ser convicção generalizada, correspondendo ao que Durkheim denominava "um estado forte da consciência coletiva", capaz de gerar mudanças necessárias.
2. Mas é também um perigo, porque pode transformar a constatação e a denúncia em mera retórica. É curioso verificar como setores no fundo insensíveis à desigualdade econômica e social em seus aspectos mais drásticos falam cada vez mais da necessidade de combatê-la e eliminá-la; e como gente que não tenciona alterar nada proclama aos quatro ventos a sua disposição de lutar contra a pobreza e a desigualdade extrema. Assim, um segundo tópico de reflexão poderia ser o de avaliar o que é genuíno e o que é cortina de fumaça na luta contra a fome e a miséria.
3. Seria ainda bom refletir um pouco sobre a posição do Brasil no panorama da fome universal, começando por lembrar o nome de um brasileiro eminente que fez da fome tema obrigatório nos estudos de sociologia, geografia humana, economia, política, levando outros estudiosos, em outros países, a enfrentar seriamente o assunto. Refiro-me a Josué de Castro, autor de dois livros que se tornaram clássicos em todo o mundo e foram traduzidos para muitas línguas: "Geografia da Fome" (1946) e "Geopolítica da Fome" (1951). Isso lhe valeu fama universal e altos cargos internacionais no setor de luta contra a carência alimentar, no entanto, lamentavelmente, morreu no exílio, cassado pelo regime militar.
Josué de Castro deve ser considerado pioneiro e patrono, porque alertou o mundo, fez todos abrirem os olhos para uma realidade incômoda que se procurava evitar. Quem tem a minha idade, ou pouco menos, ainda lembra que nas escolas dos anos 20, 30 e 40 a palavra de ordem era apresentar o nosso país como terra prometida, onde havia o necessário para todos e ninguém morria à míngua. Homens como Josué de Castro trouxeram à tona a triste realidade e levaram as concepções educacionais a serem mais realistas, porque ficou impossível esconder aos jovens a triste verdade.
Ora, sem o conhecimento da verdade não se muda nada; por isso eu diria que um terceiro objeto de reflexão deve ser o esforço necessário para reeducar todo o povo, mas sobretudo as camadas dominantes, que têm o poder decisório, fazendo ver que somos um país muito desigual, encharcado de iniquidade, onde há setores bem-sucedidos e outros que nos situam, lamentavelmente, na retaguarda dos povos civilizados. Basta consultar as estatísticas alarmantes sobre as nossas deficiências no terreno social.
4. O sociólogo e reformador francês padre Louis Joseph Lebret, que foi tão ligado ao Brasil e aqui trabalhou liderando o movimento "Economia e Humanismo" (e que, seja dito de passagem, sofreu a influência das idéias de Josué de Castro), tinha como um dos lemas: "É preciso criar a abundância". Ele chamava a atenção para o fato de serem as proteínas quase um privilégio, que diferençava os países pobres dos países ricos, de maneira que o mundo tinha de fazer um esforço sobre-humano para aumentar a produção de alimentos, seguido de outro esforço (talvez mais difícil, porque dependia de uma revolução das mentalidades) para torná-los acessíveis a todos. Daí ter definido o conjunto das suas teorias como "economia humana", isto é, uma economia segundo a qual o lucro não apagasse o sentimento de solidariedade, mas solidariedade a fundo, importando em fraternidade e desprendimento, na luta contra a fome. Papel tanto mais importante quanto, ao contrário do que se pensava, o progresso técnico tem agravado, não melhorando, a desigualdade entre os povos e a falta de alimentos. Sem uma concepção humana, o progresso material se torna fator de injustiça e miséria, entregando o mais fraco ao mais forte, na escala dos países e na escala dos grupos.
5. O quinto tema de reflexão poderia ser o da relação entre público e privado na luta contra a carência e a fome, pois dela depende a relação entre a iniciativa empresarial e o Estado, que deve ser redefinida em nossos dias.
Na civilização do Ocidente, que é a nossa, o pobre contava antigamente apenas com a caridade; portanto, dependia da disposição e da boa vontade de pessoas e instituições, a principal das quais era a Igreja Católica, e mais tarde também as reformadas. Isso queria dizer que o pobre não tinha direitos, mas dependia da boa disposição humanitária dos outros.
Com a formação do Estado moderno e seu triunfo a partir do século 17, foi crescendo lentamente a idéia de cidadania e, após ela, a de direitos políticos do cidadão, proclamados pela primeira vez oficialmente pela Revolução Americana de 1776 e pela Revolução Francesa de 1789. Ora, no correr do tempo e das lutas sociais, foi ficando cada vez mais claro que, além dos direitos políticos, havia o direito elementar à sobrevivência física, que custou a ser admitido nas democracias meramente formais, que predominam.
Ora, esse direito é ameaçado, no limite, pela fome. Daí o Estado ter assumido aos poucos várias modalidades de assistência que antes inexistiam ou dependiam da boa vontade privada, isto é, não eram direitos, mas dívidas.
Essa realidade suscita uma questão delicada: a das relações, em nossos dias da empresa privada com o Estado, pressupostas no segundo plano de iniciativas como as do Sesc. Nos países do Primeiro Mundo o problema é diferente, porque a repartição dos bens é menos desigual e porque a capacidade de pressão das classes subalternas é maior.
Por isso, o Estado pode alocar somas consideráveis nos setores de previdência e assistência e a empresa privada é coagida a aplicar parte dos lucros para o mesmo fim. Mas, nos países emergentes, podem haver situações complicadas, na medida em que o Estado desvia somas destinadas àqueles fins para atender a outras obrigações; e na medida em que a empresa privada se encontra frequentemente em falta com relação a suas obrigações de mesma finalidade. Isso pode gerar como reação pressões mal dirigidas ou pouco eficazes das camadas subalternas e relações difíceis entre Estado e empresa. Por isso, tais relações devem ser objeto de uma reflexão que eu não saberia encaminhar, por absoluta falta de competência.
Convém notar, todavia, que em nosso tempo o Estado brasileiro assumiu uma série de encargos sociais com os quais dificilmente é capaz de arcar, mas que criaram na população expectativas que não podem deixar de ser atendidas. Daí a importância crescente dos organismos não-governamentais e a consciência também crescente do senso de responsabilidade de alguns setores das classes dominantes. A partir daí é possível prever que haverá dentro de algum tempo uma
modificação profunda nas relações entre a esfera pública e a privada, contanto que a primeira saiba limitar as suas atribuições e a segunda assuma consciência da sua responsabilidade social. Isso permitiria evitar o estatismo, de um lado, o egoísmo capitalista, de outro, favorecendo uma espécie de responsabilidade partilhada, que talvez venha a ser uma das tônicas das próximas décadas. Pelo menos é um caminho possível para tentar soluções diferentes das que fracassaram no século 20. Esse quinto tópico de reflexão sugere o desenvolvimento de uma mentalidade cooperativa e solidária que, quem sabe, conseguirá atenuar os efeitos do nosso egoísmo, redimido periodicamente pelo trabalho dos homens de boa vontade. É impossível prever o que acontecerá a partir de agora, pois estamos provavelmente entrando numa era de transformações tão drásticas quanto as que começaram com o fim do Império Romano, no século 5, ou no Renascimento, no século 15. Mas é certo que, se quisermos humanizar a sociedade, teremos de fazer esforços gigantescos para limitar a exploração do homem pelo homem, distribuir melhor os bens, equilibrar interesse público e interesse privado.
Como não tenho conhecimentos específicos para discutir os problemas ligados de maneira direta à fome e à carência, preferi, como se viu, sugerir reflexões periféricas, que considero todavia necessárias para complementar as discussões técnicas, pois em torno do problema central há aspectos históricos, sociais, políticos que devem ser levados em conta.

Antonio Candido, 81, crítico literário, é professor emérito da USP, autor de "Formação da Literatura Brasileira"
(Fonte:
Folha de S. Paulo, 11 de novembro de 1999)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ao vencedor as batatas 30 anos


Entrevista de Roberto Schwarz sobre Ao Vencedor as Batatas - Ao vencedor as batatas 30 anos (RBCS, 2008); também em pdf.
Na entrevista, Schwarz fala sobre "As idéias fora do lugar", a crítica de Antonio Candido, Adorno.


"em Adorno você tem a idéia de que ao fazer uma análise interna cerrada de uma obra de valor, você acaba descobrindo uma forma de organização que alude de maneira importante à história contemporânea. Esse é que é o ponto. É uma espécie de parti pris metodológico. Eu me entusiasmei muito com isso, de casar a análise estilística com a reflexão histórico-social. É o que Antonio Candido buscava fazer, especialmente em "Dialética da malandragem" e depois, logo em seguida, no ensaio sobre O cortiço. São ensaios de alto nível, os mais complexos e inventivos da crítica brasileira. Antonio Candido, que é sempre muito discreto do ponto de vista metodológico, nunca falou das implicações da perspectiva dele. Já Adorno, que disputava a hegemonia teórica em toda a linha, no campo da filosofia da música, da teoria estética e da teoria da sociedade contemporânea, refletiu amplamente sobre a questão e mostrou a conexão desse tipo de análise com a dialética e com o marxismo. Em Adorno há realmente um programa de fazer descobertas sobre a sociedade contemporânea a partir da análise estética." (Roberto Schwarz)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Antonio Candido historiador e sociólogo

Entrevista de Antonio Candido sobre Um Funcionário da Monarquia - O Segundo Império (Folha, 2002), em pdf. [4shared]

Resenha de José Murilo de Carvalho sobre Um Funcionário da Monarquia - Veredas do poder (Folha, 2002), em pdf. [4shared]

Artigo de Luiz Carlos Jackson sobre Os Parceiros do Rio Bonito - A tradição esquecida (RBCS, 2001); também em pdf.

Resenha de Francisco de Oliveira sobre o livro A Tradição Esquecida, de L. C. Jackson - A tradição celebrada (Folha, 2002), em pdf. [4shared]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Alfred Döblin - Romance histórico


Artigo de Alfred Döblin, publicado originalmente em Moscou, em 1938 - O romance histórico e nós (História: questões e debates, 2006); em pdf.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Glauber Rocha



Glauber Rocha
(1939-1981)
Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)
Terra em Transe (1967)

Site com informações várias sobre Glauber: Tempo Glauber

Sobre Glauber:
Ismail Xavier - O drama barroco de Glauber (Folha, 2001) [4shared]
Ismail Xavier - Entrevista sobre Sertão Mar, livro sobre Glauber (Folha, 2007) [4shared]

Modesto Carone - Alegorias do caos (Folha, 1997) [4shared]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lucien Goldmann


Lucien Goldmann - Ciências Humanas e Filosofia ; também em pdf.

Lucien Goldmann - Is There a Marxist Sociology? (International Socialism, 1968)

Sobre Goldmann:

Michael Löwy - Lucien Goldmann ou a aposta comunitária (Estudos Avançados, 1995); também em pdf.

Jean Marcel - Sur la notion de "valeur esthétique" dans la sociocritique de Lucien Goldmann (em pdf). [sociocritique]

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

William Blake

William Blake (1757-1827)



"Blake cresceu num ambiente cristão de classe média baixa. Mas a cultura de que ele emergiu foi uma das mais preciosas que a Grã-Bretanha produziu, na qual artesãos jacobinos e livreiros republicanos se acotovelavam com pregadores dissidentes e filósofos ocultistas; o país era efetivamente um estado policial, cheio de espiões e amotinados famélicos. O próprio Blake foi julgado por sedição e foi absolvido, tendo supostamente gritado em público: 'Maldito o Rei e seu país!'
A política de Blake não era apenas uma questão de wishful thinking, como são tantos dos esquemas radicais de hoje. Do outro lado do Atlântico uma grande revolução anti-colonial havia sustentado a promessa de liberdade, e para o deleite do poeta outra revolução havia explodido nas ruas de Paris. Juntas, elas prometiam pôr fim ao domínio do Estado e da Igreja - 'a Besta e a Prostituta', como Blake os entendia.
Hoje a política é principalmente uma questão de gerenciamento e administração. Blake, ao contrário, entendia o político como sendo inseparável da arte, da ética, da sexualidade e da imaginação.
A energia captada nas aquarelas e gravuras de Blake é sua resposta ao pensamento mecanicista. Numa terra de sombrios moinhos satânicos, a exuberante inutilidade da arte era um escândalo para os pragmatistas cabeçudos.[...] Os anglicanos de classe média que cantam seu grande hino 'Jerusalem' estão, sem saber, celebrando um futuro comunista."
(Trechos [em tradução livre] de artigo de Terry Eagleton - The original political vision: sex, art and transformation [The Guardian, 2007].)


Obras de Blake (livros iluminados e gravuras)

William Blake Online (Tate)


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Nelson Werneck Sodré



Nelson Werneck Sodré
(1911-1999)
História da Literatura Brasileira: seus fundamentos econômicos (1938 / 3ª ed. integralmente refundida, 1960)
Formação Histórica do Brasil (1962)

N. Werneck Sodré - Quem é o povo no Brasil? (Cadernos do povo brasileiro); também em pdf.
Entrevista a Marco Aurelio Nogueira (Estudos de Sociologia).

Sobre N. W. Sodré:
Leandro Konder - Nelson Werneck Sodré (capítulo do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo).
Gildo Marçal Brandão & Marco Aurélio Nogueira - Nelson Werneck Sodré, in memoriam (site Gramsci e o Brasil)
Dênis de Moraes - Nelson Werneck Sodré, o Iseb e a crise de 1964 (site Gramsci e o Brasil)

Para Pensar o Brasil - ISEB

Criado em 1955, o ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros) congregou intelectuais das mais diversas tendências político-ideológicas e elaborou uma ideologia nacional-desenvolvimentista que teria ampla difusão. Dirigido por Roland Corbusier (ex-integralista), o ISEB reunia nomes como Hélio Jaguaribe (cientista político, desenvolvimentista), Alberto Guerreiro Ramos (sociólogo, desenvolvimentista), Álvaro Vieira Pinto (filósofo, ex-integralista) e Nelson Werneck Sodré (militar de carreira, historiador, comunista).

Sobre o ISEB:
Caio Navarro de Toledo - 50 anos da fundação do ISEB (Jornal da UNICAMP, 2005).
Caio Navarro de Toledo - A experiência isebiana (Folha, 2005), em pdf. [4shared]
Luiz Carlos Bresser-Pereira - O conceito de desenvolvimento do ISEB rediscutido (Dados, 2004); também em pdf.
Edison Bariani Junior - ISEB: um recenseamento bibliográfico (Achegas, n. 26, 2005).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Literatura e subdesenvolvimento


Dois ensaios de Antonio Candido:

Literatura e subdesenvolvimento (1970), também em pdf.

A Revolução de 1930 e a cultura (1980), em pdf. [4shared]

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Walter Benjamin - Baudelaire


Dois textos de Walter Benjamin sobre Charles Baudelaire (em espanhol); o segundo texto é a transcrição de uma conferência, inédita em português:

WB na Bibliothèque Nationale, 1939


Artigo de Dolf Oehler sobre Walter Benjamin - Um heroísmo crítico (Folha, 2006), em pdf [4shared]


Caderno de endereços de WB
[fotos de WB obtidas aqui]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Benjamin, Adorno, Bürger - Surrealismo


Livro de Peter Bürger - O Surrealismo Francês (1971 / ed. ampliada, 1996), traduzido por José Pedro Antunes. A tradução, ainda não editada, foi apresentada como tese de doutorado, disponível na Biblioteca Digital da Unicamp (em pdf). O link se encontra no final da página (para baixar o arquivo, é preciso registrar-se no site).

Ensaio de Walter Benjamin - El Surrealismo (1929); em espanhol. [pdf; 4shared]

Ensaio de Theodor W. Adorno - Revendo o Surrealismo (1956).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

George Orwell


George Orwell (1903-1950) - socialista nos anos 1930, Orwell lutou na Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos, passando por uma experiência que o levaria a adotar uma postura anti-stalinista.

Informações sobre o escritor no site George Orwell (em inglês).
Site russo sobre George Orwell, com seus textos em inglês: romances, ensaios, artigos, resenhas e poemas.
Edição on-line dos ensaios completos em inglês: Collected Essays.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ismail Xavier sobre Estorvo e Lavoura Arcaica

Conferência de Ismail Xavier - "O corpo e a voz: crise do sujeito, crise do mundo em Estorvo (Ruy Guerra) e Lavoura arcaica (Luiz Fernando Carvalho)", proferida no Congresso Abralic 2008. Pode ser vista na página do Serviço de Comunicação Social da FFLCH-USP ou pode ser baixada aqui (Arquivo de vídeo [.flv], 136 MB).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Jameson - Realismo e afeto


Conferência de Fredric Jameson - "Realismo e afeto", proferida no Congresso Abralic 2008. Pode ser vista na página do Serviço de Comunicação Social da FFLCH-USP ou pode ser baixada aqui (arquivo de vídeo [.flv], 93 MB). Em inglês, com projeção da tradução em português.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Jack London


Jack London (1876-1916), mais conhecido como autor de histórias de aventura (O Chamado da Selva, Caninos Brancos - hoje relegadas à categoria de histórias para crianças), foi também militante político, tendo-se integrado ao Socialist Labor Party em 1896, e ao Socialist Party of America em 1901. Em 1905 fundou a Intercollegiate Socialist Society para propagar o socialismo entre estudantes, dando palestras em Harvard, Yale e outras universidades.

Obras de Jack London em inglês podem ser encontradas no site The Jack London Online Collection.
Inclui o romance The Iron Heel [O Tacão de Ferro] (1908), o livro de contos The Road [A Estrada] (1907) e os volumes de ensaios War of the Classes (1905) e Revolution and Other Essays (1909).

Informações várias sobre o escritor e alguns de seus textos em inglês: The World of Jack London.

Textos sobre Jack London (em inglês):
Carta de Leon Trotsky à filha de Jack London, sobre O Tacão de Ferro (datada de 16 de outubro de 1937, a carta foi publicada em New International, em 1945).
Johah Raskin - The Iron Heel at 100 (Monthly Review).
Johah Raskin - The Kings of the Road (originalmente publicado em The Nation).

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Walter Benjamin - Diário de Moscou

Diário de Moscou, de Walter Benjamin, em inglês: Moscow Diary (em pdf). [4shared]

O diário foi escrito durante a estadia de Benjamin em Moscou, no inverno de 1926-1927, e registra os encontros com Asja Lacis, diretora de teatro comunista, que Benjamin conhecera em 1924, em Capri. Consta que a influência de Lacis sobre Benjamin o teria levado a aproximar-se do marxismo. A ela Benjamin dedicou o livro Rua de Mão Única (Einbahnstrasse), publicado em 1928.

"Finalmente, como só restavam poucos minutos, minha voz começou a falhar e Asja notou que eu estava chorando. Então, ela disse: 'Não chore, senão vou acabar chorando também e uma vez que começo, não consigo parar tão facilmente quanto você. Abraçamo-nos com força. [...] Pedi-lhe, em seguida, que chamasse um trenó. Mas quando eu estava para subir, tendo já me despedido dela mais uma vez, convidei-a para ir comigo até a esquina da Tverskaia. Lá, ela desceu e, quando o trenó já estava começando a andar novamente, puxei de novo sua mão para os meus lábios, no meio da rua. Ficou lá durante muito tempo, acenando. Acenei de volta, do trenó. Primeiro, pareceu-me que ela olhava para trás enquanto andava, depois não a vi mais. Com a enorme mala no colo, chorando pelas ruas já sob a luz do crepúsculo, continuei até a estação ferroviária." (W. Benjamin, Diário de Moscou; última entrada do diário)

Em 1931, após o fim de seu casamento de treze anos com Dora Pollak e o fracasso de sua relação com Asja Lacis, que havia sido a causa do divórcio, Benjamin iniciou um diário "de 17 de agosto de 1931 até o dia da morte", registrando na primeira página uma nota amarga: "Este diário não promete ser muito longo". No ano seguinte, Benjamin chegou a escrever seu testamento, e tudo leva a crer que planejava suicidar-se em seu quadragésimo aniversário (15 de julho). Foi nesse período, depois de desistir do suicídio, que ele abandonou o texto da Crônica Berlinense (Berliner Chronik) e iniciou a Infância Berlinense por volta de 1900 (Berliner Kindheit um Neunzehnhundert).



Artigo de Willi Bolle sobre o Diário de Moscou: Viagem a Moscou (Revista USP).