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sábado, 20 de agosto de 2011

Representando O Capital

Livro (em inglês) de Fredric Jameson - Representing Capital: A Reading of Volume One (2011). [pdf] Links alternativos: aqui e aqui.

domingo, 3 de julho de 2011

Por que Marx estava certo?

Novo livro (em inglês) de Terry Eagleton - Why Marx Was Right? (2011).

Marx e a liberdade

Livrinho (em inglês) de Terry Eagleton - Marx and Freedom (1997) (Col Great Philosophers). Link alternativo aqui.

sábado, 2 de julho de 2011

Marx: um guia

Livro (em inglês) de John Seed - Marx: a guide for the perplexed.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sobre O Capital, de Marx

Livro (em inglês) de David Harvey - A Companion to Marx's Capital [pdf]. Link alternativo aqui.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Para ler Marx

Alguns livros introdutórios sobre Marx (em inglês):
  • Allen W. Wood - Karl Marx (1981, 2nd ed. 2004) [pdf]

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sonhos do avesso

Sonhos do avesso
MARIA RITA KEHL
ESPECIAL PARA A FOLHA

Dizem que Karl Marx descobriu o inconsciente três décadas antes de Freud. Se a afirmação não é rigorosamente exata, não deixa de fazer sentido desde que Marx, no capítulo de "O Capital" sobre o fetiche da mercadoria, estabeleceu dois parâmetros conceituais imprescindíveis para explicar a transformação que o capitalismo produziu na subjetividade.
São eles os conceitos de fetichismo e alienação, ambos tributários da descoberta da mais-valia -ou do inconsciente, como queiram. A rigor, não há grande diferença entre o emprego dessas duas palavras na psicanálise e no materialismo histórico. Em Freud, o fetiche organiza a gestão perversa do desejo sexual e, de forma menos evidente, de todo o desejo humano; já a alienação não passa de efeito da divisão do sujeito, ou seja, da existência do inconsciente. Em Marx, o fetiche da mercadoria, fruto da expropriação alienada do trabalho, tem um papel decisivo na produção "inconsciente" da mais-valia. O sujeito das duas teorias é um só: aquele que sofre e se indaga sobre a origem inconsciente de seus sintomas é o mesmo que desconhece, por efeito dessa mesma inconsciência, que o poder encantatório das mercadorias é condição não de sua riqueza, mas de sua miséria material e espiritual.
Se a sociedade em que vivemos se diz "de mercado" é porque a mercadoria é o grande organizador do laço social.
Não seria necessário recorrer a Marx e Freud para defender o caráter político das formações do inconsciente. Bastaria citar a frase "o inconsciente é a política", proferida por Lacan, que convocou os psicanalistas a se empenharem por "alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua época". Mas insisto em recorrer aos clássicos para lembrar aos lacanianos extremados que a verdade não nasceu por geração espontânea da cabeça de Lacan.

Crise do sujeito
Se Freud fundou a psicanálise ao vislumbrar, no horizonte de sua época, as razões da insatisfação histérica, é nossa vez de tentar escutar o que mudou desde então, à medida que a norma produtiva/repressiva foi sendo substituída pela norma do gozo e do consumo.
Alguns sintomas, na atualidade, têm se tornado mais frequentes e mais incômodos do que as formas consagradas das neuroses e das psicoses no século passado. Hoje as drogadições, os transtornos alimentares, os quadros delinquenciais e as depressões graves desafiam os analistas a repensar a subjetividade. Isso não implica necessariamente que as antigas estruturas clínicas tenham se tornado obsoletas.
O que encontramos hoje nos consultórios psicanalíticos é um novo sujeito? Ou são novas expressões sintomáticas que buscam responder ao velho conflito entre as pulsões e o supereu -este representante das interdições e das moções de gozo, no psiquismo? O sujeito contemporâneo está mais próximo do perverso, que sabe driblar a falta pelo uso do fetiche? Ou é ainda o neurótico comum que, em vez de tentar seguir à risca a norma repressiva, tenta obedecer a um mestre fetichista que lhe ordena a transgredir e gozar além da medida?
Por enquanto, tenho escutado, em média, neuróticos mais ou menos estruturados tentando corresponder à suposta normalidade vigente, a qual -esta sim- já não é mais a mesma nem do tempo de Freud, nem do de Lacan.
A "crise do sujeito", outra face da chamada "crise da referência paterna", corresponde, a meu ver, ao deslocamento e à pulverização das referências que sustentavam, até meados do século passado, a transmissão da lei. Não se trata da ausência da lei na atualidade, mas da fragilidade das formações imaginárias que davam sentido e consistência à interdição do incesto -a qual, desde Freud, é considerada condição universal de inclusão dos sujeitos na chamada vida civilizada, seja ela qual for.
Se o homem contemporâneo sofre do que [o psicanalista francês] Charles Melman chamou de falta de um centro de gravidade, é porque as referências tradicionais -Deus, pátria, família, trabalho, pai- pulverizaram-se em milhares de referências optativas, para uso privado do freguês.

Culpa e frustração
O "self-made man" dos primórdios do capitalismo deixou de ser o trabalhador esforçado e econômico para se tornar o gestor de seu próprio "perfil do consumidor" a partir de modelos em oferta no mercado. Cada um tem o direito e o dever de compor a seu gosto um campo próprio de referências, de estilo, de ideais. Aparentemente, não devemos mais nada ao pai e ao grupo social a que pertencemos, dos quais imaginamos prescindir para saber quem somos.
Este aparente apagamento da dívida simbólica não nos tornou menos culpados; ao contrário: hoje escutamos pessoas que se dizem culpadas de tudo. Não citarei, em hipótese alguma, falas dos que se analisam comigo: daí o caráter ligeiramente caricato dos exemplos que se seguem, como expressões genéricas da transformação que o mercado produziu nos discursos.
A antiga donzela angustiada com as manifestações involuntárias de sua sexualidade reprimida -lembrem-se de que Freud relacionou o tabu da virgindade e a moral sexual entre as causas do mal-estar, no início do século 20- hoje se sente culpada por não usufruir tanto do sexo, das drogas e do "rock and funk" quanto deveria. O obsessivo escrupuloso, acossado por fantasias perversas, agora se queixa de seu bom comportamento: queria ser um predador sem escrúpulos, eliminar os rivais, abusar sem pudor das mulheres.
As pessoas vivem culpadas por não conseguirem gozar tanto quanto lhes é exigido. Culpadas por não alcançar o sucesso e a popularidade instantâneos, por perderem tempo em sessões de análise -culpados por sofrer. O sofrimento não tem mais o prestígio que lhe conferia o cristianismo. Sofrer não redime a dívida; ao contrário, reduplica os juros.
Sem recurso à referência a autoridades repressivas que faziam obstáculo aos prazeres, as pessoas têm dificuldades em justificar seus sintomas. Não encontram a quem endereçar suas queixas ou apoiar seus ideais.
"Meus pais são amigos, meus professores são legais, ninguém me impõe ou me impede nada: eu sou um otário porque não consigo ser feliz". O sentimento de culpa, como escreve [o sociólogo francês Alain] Ehrenberg, tomou a forma de sentimento de insuficiência. Assim, a resposta à dor psíquica não é buscada pela via da palavra, mas pelo consumo abusivo dos psicofármacos que prometem adicionar a substância faltante ao psiquismo deficitário. O remédio age em lugar do sujeito, que não se vê responsável por seu desejo e por suas escolhas.
Não se concebe a vida como um percurso de risco que inclui altos e baixos, incertezas, acertos, dúvida, sorte, acaso. A vida é um empreendimento cujos resultados devem ser garantidos desde os primeiros anos -daí o surgimento de uma geração de crianças de agenda cheia de atividades preparatórias para a futura competição por uma vaga promissora no mercado de trabalho.
Não por acaso, essas mesmas crianças estarão mais predispostas à depressão na adolescência, esvaziadas de imaginação, de vida interior, de capacidade criativa. O universo amoroso ou familiar que substitui o espaço público como gerador de valores está totalmente atravessado pela linguagem da eficiência comercial. "Quem vai olhar para um modelo fora de linha como eu?" "Como promover a otimização de meus finais de semana?" "Fiz as contas: com o que gastei na análise de meu filho já poderia ter trocado de carro duas vezes" (nesse caso, o analista sente-se tentado a sugerir que, de fato, ficaria mais em conta trocar de filho).
Vale ainda mencionar o estranho silêncio, nos consultórios dos analistas, em torno do eterno mistério do desejo e da diferença sexual. A falta de objeto que caracteriza a atração erótica parece ter sido ofuscada pela onipresença de imagens sexuais nos outdoors, na televisão, nas lojas, nas revistas -por onde olhe, o sujeito se depara com o sexual desvelado que se oferece e o convida.
As fantasias sexuais são todas prêt-à-porter. Seria ok, se o suposto desvelamento do mistério não produzisse sintomas paradoxais. O tédio, em primeiro lugar, entre jovens que se esforçam desde cedo para dar mostras de grande eficiência e voracidade sexuais. As intervenções cirúrgicas no corpo, de consequências por vezes bizarras, em rapazes e moças que pensam que a imagem corporal perfeita seja a solução para o mistério que mobiliza o desejo.
A reificação do sujeito identificado como mais uma mercadoria se revela no medo generalizado de não agradar. O mistério do desejo persiste, assim como não deixa de existir o inconsciente: mas é como se suas manifestações não interrogassem mais os sujeitos.


MARIA RITA KEHL é psicanalista e ensaísta, autora de "O Tempo e o Cão" (ed. Boitempo).

Fonte: FSP, 06/09/2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Grundrisse 150 anos depois

Livro (em inglês) organizado por Marcello Musto - Karl Marx’s Grundrisse: Foundations of the critique of political economy 150 years later [pdf]. Com prefácio de Eric Hobsbawm. (Este livro foi mencionado no primeiro post do blog.)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Álgebra da Revolução

Livro (em inglês) de John Rees - The Algebra of Revolution: The Dialectic and the Classical Marxist Tradition (1998) - com capítulos sobre Hegel; Marx/Engels; Bernstein/Kautsky/Plekhanov/Luxemburg; Lenin; Lukács; Trotsky.
A expressão "álgebra da revolução" foi cunhada por Aleksandr Herzen, a propósito da dialética hegeliana. A expressão foi retomada por Lukács em História e Consciência de Classe.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Teoria Marxista do Valor

Livro de Isaak I. Rubin - Essays on Marx's Theory of Value (ca. 1926)

O livro do economista russo Isaak Rubin, publicado por volta de 1926, é uma exceção entre os estudos soviéticos dos anos 1920 (quando predominavam as ideias da Segunda Internacional). Rubin, cujo livro ainda é útil enquanto explanação da teoria do valor, foi um dos poucos que, à época, compreenderam a importância do capítulo sobre o caráter fetichista da mercadoria no livro I de O Capital.
A outra exceção, obviamente, é Lukács, que reinventou a teoria do fetichismo da mercadoria em História e Consciência de Classe (1923). Enquanto Rubin limita-se ao campo da economia, Lukács enfatiza a amplitude das análises de Marx, encontrando na estrutura da relação mercantil "o protótipo de todas as formas de objetividade e de todas as suas formas correspondentes de subjetividade na sociedade burguesa". Segundo Lukács, no capítulo sobre o fetichismo da mercadoria está contido in nuce todo o materialismo histórico enquanto dialética histórica concreta da formação econômico-social capitalista.

domingo, 7 de junho de 2009

Marx, Dialética, Crítica


Textos sobre Marx, dialética e crítica da economia política:

Jorge Grespan - A dialética do avesso (Crítica Marxista, n 14, 2002)

Jorge Grespan - Marx, crítico da teoria clássica do valor (Crítica Marxista, n 12, 2001)

Jorge Grespan - A crise na crítica à economia política (Crítica Marxista, n 10, 2000)

Leda Maria Paulani - A atualidade da crítica da economia política (Crítica Marxista, n 10, 2000)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Marx, Lukács, Goldmann

Alguns artigos de Celso Frederico:
A arte em Marx: um estudo sobre Os manuscritos econômico-filosóficos (Novos Rumos, n. 42, 2005), em pdf.
Cotidiano e arte em Lukács (Estudos avançados, vol.14, no.40, 2000); também em pdf.
A sociologia da literatura de Lucien Goldmann (Estudos avançados, vol.19, no.54, 2005); também em pdf.

Marx


Vale a pena reler o texto clássico de Marx: Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel (1844) - no site marxists.org, em português ou em inglês.

Livro introdutório de Terry Eagleton - Marx (Col. Great Philosophers); pdf em inglês.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ernest Mandel


Escritos de Ernest Mandel em inglês, incluindo estudo sobre Karl Marx: Ernest Mandel Archive (International Viewpoint).

Textos de Mandel (várias linguas): Ernest Mandel Internet Archive.
Alguns textos de Mandel em português.

Informações sobre Mandel no site trotskyana.net.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Marx & Engels - Sobre Literatura e Arte


Seleção de trechos da obra de Marx e Engels sobre literatura e arte (em inglês): Marx and Engles On Literature and Art. (Reproduz a edição publicada pela Progress Publishers.)

Uma boa antologia de escritos de Marx e Engels sobre literatura e arte (em inglês) é a seleção de Lee Baxandall e Stefan Morawski: On Literature and Art (Ver o Prefácio).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Comuna de Paris - 1871


Karl Marx: A guerra civil em França (em inglês).

História e documentos da Comuna de Paris (em inglês).

História da Comuna em imagens (em inglês) – artigo e reprodução de um panfleto dos anos 1930.

sábado, 15 de novembro de 2008

1848 - Documentos


Alguns documentos sobre as jornadas de junho de 1848 (em inglês).

Escrevendo no calor da hora (A luta de classes em França), Marx viu praticamente tudo, mas errou o prognóstico em 1850: não haveria novo levante que revitalizasse a revolução - era apenas a França que se modernizava. Em compensação, dois anos mais tarde, após o golpe de Luís Bonaparte, Marx escreveu a insuperável análise do processo em O dezoito brumário.

domingo, 9 de novembro de 2008

David Harvey lê O Capital


David Harvey disponibilizou em seu site uma série de vídeos com seu curso sobre o primeiro volume de O Capital, de Marx: http://davidharvey.org/ (Arquivos de vídeo, em inglês).