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terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Tupi e o Alaúde


Livro de Gilda de Mello e Souza - O Tupi e o Alaúde: uma interpretação de Macunaíma (1979) [pdf] [rapidshare]
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sábado, 18 de julho de 2009

Para Pensar o Brasil - Modernismo

Em complemento a post anterior sobre Mário de Andrade.

Mário de Andrade - O Movimento Modernista (1942) [4shared]

Sobre Mário de Andrade:
João Luiz Lafetá - A representação do sujeito lírico na Paulicéia Desvairada (1993) [4shared]
Antonio Candido - O poeta itinerante (1990) [4shared]

Sobre Oswald de Andrade:
Leandro Konder - Oswald de Andrade [cap. do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo]
Vinicius Dantas - Entre a Negra e a Mata Virgem [4shared]

Sobre Carlos Drummond de Andrade:
Antonio Candido - Inquietudes na poesia de Drummond (1967) [4shared]
Mário Faustino - Poeta Maior: Carlos Drummond de Andrade [4shared]

Sobre o Modernismo brasileiro:
Mário da Silva Brito - A Revolução Modernista (1955) [4shared]
João Luiz Lafetá - Cap. 1 do livro 1930: A Crítica e o Modernismo (1974) [4shared]
Antonio Candido - Prefácio ao livro de Lafetá, 1930: A Crítica e o Modernismo (2000) [4shared]
Sergio Miceli - Experiência social e imaginário literário nos livros de estréia dos modernistas em São Paulo (2004); também em pdf.
José Paulo Paes – Cinco livros do modernismo brasileiro [pdf]
Sérgio de Carvalho - Atititude modernista no teatro brasileiro [pdf]

domingo, 24 de maio de 2009

Mário e Pio

Sobre a correspondência de Mário de Andrade e Pio Lourenço Corrêa.

Texto de Gilda de Mello e Souza - O arcaico e o moderno (Piauí, 2009).


Entrevista de Antonio Candido:

''Pio discordava radicalmente do modernismo de Mário de Andrade''

Segundo o crítico Antonio Candido, o fazendeiro de Araraquara não aceitava as inovações literárias propostas pelo escritor

Ubiratan Brasil

O crítico Antonio Candido ainda guarda recordações afetivas de Pio Lourenço Corrêa, fazendeiro que se tornou o principal interlocutor de Mário de Andrade - e também seu, mantendo um contato constante de 1944 até o ano da morte de Corrêa, 1957. "Foi um dos homens mais inteligentes e originais que conheci", comenta ele, em entrevista ao Estado, realizada por e-mail. "Apesar de ser 43 anos mais moço, fui amigo dele."

Leia trechos da correspondência

Na introdução escrita para Pio & Mário, em que revela traços biográficos do fazendeiro, o crítico o descreve como um homem pequeno, magro, de feições corretas, voz grave e bem empostada, a serviço de uma dicção perfeita. "Possuía grande senso de humor, se divertia com facilidade e era conservador incomparável", comenta.

Candido acompanhou o trabalho de sua mulher, Gilda de Mello e Souza, na reunião de todo material relativo a Corrêa, que era seu tio-avô paterno. A intenção da pesquisadora era escrever um estudo detalhado sobre o fazendeiro. A morte, no entanto, em 2005, a impediu de dar a redação final.

Quem foi Pio Lourenço Corrêa, com o qual Mário de Andrade manteve a mais longa troca de cartas?

É bom esclarecer que não era tio de Mário de Andrade, embora este o trate assim o tempo todo na correspondência. Mário e os irmãos se acostumaram a este tratamento por imitação de um sobrinho de Pio Lourenço, com o qual conviveram em meninos. Mas era primo de sua mulher, Zulmira de Moraes Rocha. Pio Lourenço foi fazendeiro eficiente e homem muito culto, dedicado sobretudo aos estudos linguísticos. Como era um pouco maníaco, acabou tendo como preocupação central demonstrar sistematicamente que o nome da sua cidade significa "morada do sol", ou "cova onde nasce o sol", não "cova das araras". Neste sentido publicou um livro interessante: Monografia da Palavra Araraquara. Publicou também muitas dezenas de artigos sobre questões de linguística. Era extremamente conservador e, como se dizia, "sistemático", chegando a elaborar um modo de viver peculiar em sua chácara Sapucaia. Conhecia bem quatro línguas estrangeiras, pronunciando-as com perfeição, e tinha uma biblioteca de qualidade, que compreendia inclusive um setor de ciências naturais, das quais era amador. Apesar de severo e autoritário, era sociável, hospitaleiro e tinha uma conversa encantadora, marcada pelo senso de humor. Era notável a firmeza inflexível do seu caráter. Foi um dos homens mais inteligentes e originais que conheci, num convívio que durou até a sua morte em 1957, porque, apesar de ser 43 anos mais moço, fui amigo dele.

Como as cartas de Mário a Pio abrem caminho para a compreensão das angústias do escritor?

Na introdução deste livro, Gilda de Mello e Souza sugere, a meu ver com razão, que as relações de ambos tiveram certo caráter de apoio do mais velho ao mais moço. Muitas delas mostram Mário inquieto e deprimido, despertando no amigo uma atitude de quem conforta e estimula. É provável que esta tenha sido a base da grande amizade deles. Gilda observa também que o pai de Mário morreu num momento em que as relações com o filho não estavam afinadas, o que deve ter gerado algum remorso neste. Então, Pio Lourenço avultou como amparo e abrigo, tanto mais quanto Mário via nele, segundo diz numa carta, semelhança com seu pai: a mesma severidade intransigente, a mesma retidão sem quebra, a mesma disciplina. Pio Lourenço, do seu lado, foi amigo do pai de Mário, Carlos Augusto de Andrade, do qual era 26 anos mais moço, e tinha por ele não apenas admiração, mas veneração. Lembro que invocava o seu nome com muita frequência a propósito de vários assuntos.

Houve influência de Pio sobre Macunaíma, escrito na sua chácara?

A resposta é negativa. Mário escreveu o livro na chácara porque o impulso ocorreu lá. O quarto do casal e o quarto de hóspedes ficavam lado a lado, com portas contíguas dando para um pequeno vestíbulo. Estas portas tinham a parte superior de vidro fosco rugoso, de modo que era possível saber, de um, se a luz do outro estava acesa. Dona Zulmira queria que o primo dormisse cedo para descansar; ele, então, a fim de não alertá-la, ia para o grande banheiro privativo do quarto, fechava a porta e escrevia até quando quisesse, numa pequena mesa encimada por um espelho oval. Foi assim que redigiu de jato o famoso livro, mas retocou-o em seguida, inclusive na fazenda do irmão de dona Zulmira, Cândido de Moraes Rocha, onde contava episódios aos filhos pequenos deste. A mais velha, Maria Elisa, que tinha uns 11 ou 12 anos, foi quem sugeriu que Venceslau Pietro Pietra morresse afogado num tacho de macarronada. Pio Lourenço discordava radicalmente do modernismo e da escrita de Mário, mas noutros setores podiam trocar ideias: fala popular, ditos, tradições paulistas, problemas de linguística. Numa carta vemos que gostou de Os Filhos da Candinha, cuja escrita lhe pareceu mais ?normal?. A correspondência mostra que Mário discutia muita coisa com o amigo, do qual diferia intelectualmente. Mas se admiravam e eram unidos por um grande afeto.

Fonte: Estado, 24/04/2009.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Mário de Andrade

Mário de Andrade (1893-1945)
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter (1928)
Ensaio sobre a Música Brasileira (1928)
O Baile das Quatro Artes (1943)
Aspectos da Literatura Brasileira (1943)
Aspectos da Música Brasileira (1965)
Aspectos das Artes Plásticas no Brasil (1965)
O Turista Aprendiz (1972)

Mário de Andrade - Macunaíma, em pdf.
Mário de Andrade - Ensaio sobre a música brasileira ; também em pdf.

Informações bibliográficas sobre Mário no site Modernos Descobrimentos do Brasil.

Artigos sobre Mário:
  • Leandro Konder - Mário de Andrade (capítulo do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo).

Vídeo:
Mário de Andrade: reinventando o Basil
Documentário da série Mestres da Literatura (TV Escola)
Inclui trechos (infelizmente muito breves) de depoimento de José Antonio Pasta Jr.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Antonio Candido


Ensaio de Antonio Candido sobre Mário de Andrade - O poeta itinerante (Revista USP, n. 4, 1989/1990); em pdf.

Breve texto de Roberto Schwarz: Antonio Candido, um verbete (Revista USP, n. 17, 1993); em pdf.