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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Na sala de aula


Livro de Antonio Candido - Na Sala de Aula: caderno de análise literária (1985) [rapidshare]
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domingo, 15 de novembro de 2009

Literatura e Sociedade


Livro de Antonio Candido - Literatura e Sociedade (1965) [doc] [rapidshare].
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Entrevista de Antonio Candido

Entrevista de Antonio Candido, a propósito dos 50 anos da publicação de Formação da Literatura Brasileira (24/10/2009):


“A literatura é uma transfiguração da realidade”

Zero Hora – À distância de 50 anos, a Formação da Literatura Brasileira (FLB) lhe parece padecer de algum traço nacionalista, como se costuma dizer? Se o senhor escrevesse a obra hoje, faria diferente, especificamente na abordagem do nacional ou, ao contrário, na integração do não-nacional?

Antonio Candido –
Começando pelo fim, lembre quanto ao “não-nacional” que eu refiro sempre os autores brasileiros aos inspiradores ou afins europeus, porque a nossa é uma literatura que pertence organicamente ao quadro das literaturas ocidentais. Muitas vezes, o que escrevemos parece, aos outros, diferente do que nos parece. O fato de a FLB estudar o nacionalismo crítico não quer dizer que se enquadre nele. O que penso a respeito pode ser lido num trecho da introdução: “(...) o nacionalismo crítico, herdado dos românticos, pressupõe também, como ficou dito, que o valor da obra dependia do seu caráter representativo. Dum ponto de vista histórico, é evidente que o conteúdo brasileiro foi algo positivo, mesmo como fator de eficácia estética, dando pontos de apoio à imaginação e músculos à forma. Deve-se, pois, considerá-lo subsídio da avaliação, nos momentos estudados, lembrando que, após ter sido recurso ideológico, numa fase de construção e autodefinição, é atualmente inviável como critério, constituindo um calamitoso erro de visão”. Terei incorrido neste erro? Levar em conta a ocorrência nas obras de elementos característicos do país, tanto humanos quanto naturais, é necessário num trabalho de história literária, mas nem é exclusividade do nacionalismo crítico, nem basta para caracterizá-lo. O nacionalismo crítico propriamente dito tem entre os seus pressupostos a noção de que o conteúdo temático local determina o valor das obras. Isso não estava nas minhas intenções, mas é possível que tenha se infiltrado. Seja como for, continuo aceitando os pontos de vista da FLB, que, no entanto, é um livro de outro tempo. Portanto, desgastado. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade num dos seus mais belos poemas, sinto que sobre ele o tempo abateu a sua mão pesada. Sobretudo levando em conta que, no último meio século, constituiu-se e amadureceu, de Norte a Sul, a crítica universitária, investigadora e retificadora por natureza. Quando escrevi a FLB, a partir de 1945, ela estava começando.

ZH – O prefácio da segunda edição da FLB identifica “o último quartel do século 19” como “o momento em que a nossa literatura aparece integrada, articulada com a sociedade”. A identificação desse momento é baseada em qual grau de articulação com qual porção da sociedade?

Candido –
A parte final do século 19 me parece o momento no qual a nossa literatura já demonstrava um grau de integração autor-obra-público que, segundo o meu ponto de vista, permite considerá-la atividade contínua, marcada por uma tradição local, sendo que o público, isto é, a parte da sociedade com a qual se articula, era essencialmente a minoria capaz de ler. Por isso, parei o livro naquela altura. Quem o lê percebe que a pesquisa sobre tradição, implícita o tempo todo, é um fio condutor, porque a tradição é a prova de que o sistema vai se constituindo, de que a literatura vai se institucionalizando, ao longo de um processo esboçado em meados do século 18. Creio que a FLB chocou a rotina, preocupada com a ocorrência dos fatos literários, não com a sua articulação e a sua continuidade. A nossa historiografia procurava, por exemplo, estabelecer quando a literatura começou aqui (com a Carta de Caminha, com Bento Teixeira, com os “baianos”?), ou como foi exprimindo cada vez mais a realidade local. Ora, ela não começou em momento nenhum, porque veio pronta de Portugal, ou veio vindo, com todo o peso erudito do Renascimento. Quanto à importância da tradição como força constitutiva, a meu ver, a literatura amadurece quando é possível a um escritor reportar-se, para elaborar a sua linguagem e os seus temas, ao exemplo de escritores precedentes do seu país. Quais os antecessores locais de Gregório de Matos? Não há, é claro. A formação do sistema pressupõe a continuidade, que determina a fisionomia geral da literatura. É o que me parece haver no fim do século 19. Mas sou obrigado a reconhecer que grande parte dos equívocos sobre o meu livro deve ter sido motivada pelo título impróprio. Deveria ser: Arcádia e Romantismo – Momentos Decisivos na Formação do Sistema Literário Brasileiro. Mas isso o editor não aceitaria, nem eu ousaria propor, porque ele já estava sendo compreensivo demais ao aceitar que eu lhe desse, ao cabo de 12 anos, não a pequena história que havia encomendado, mas uma coisa inteiramente diversa. A propósito, lembro que escrevi em 1987 e publiquei em 1997 um resumo, no qual, aí sim, apresento o conjunto, à luz do que denominei sistema literário: Iniciação à Literatura Brasileira.

ZH – Vários intelectuais que lhe foram próximos, como Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda, e mesmo alguém não próximo, como Gilberto Freyre, parecem não ter compreendido a importância de Machado de Assis (Mário preferia Alencar a Machado, Sérgio considerava Machado a “flor da estufa do formalismo” etc). Até que ponto a FLB pode ser vista como uma tentativa de explicar essa importância a tais figuras?

Candido –
Isso nunca me passou pela cabeça, mas aproveito para aludir ao significado de Machado de Assis no projeto do meu livro. Ele foi o primeiro escritor verdadeiramente genial de nossa literatura e marcou a superação do nacionalismo, inclusive sob seus aspectos pitorescos, valorizados pelos estrangeiros interessados, sobretudo, em nosso lado exótico (Denis, Monglave, Garrett etc). De maneira muito própria, ele traduziu a nossa realidade humana em valor universal, mas – aqui, entra o meu ponto de vista – isso não quer dizer, como se disse durante muito tempo, que tenha sido uma espécie de bólido caído no Brasil não se sabe por quê. É certo que não foi um produto necessário do que lhe era anterior, mas o fato é que pressupõe as tentativas precedentes, que sublimou e coroou, porque já havia aqui uma tradição em andamento. Ele incorporou e transcendeu os esforços medíocres de (Joaquim Manuel de) Macedo e os mais consistentes de (José de) Alencar, fazendo da ficção narrativa um instrumento refinado e moderno de análise da personalidade e da sociedade, com uma visão, por assim dizer, essencial, que o situa no nível dos grandes ficcionistas europeus do seu tempo. Com ele, personalidade e sociedade deixam de ser na ficção objetos de validade local para se tornarem universais. Daí o valor simbólico que lhe atribuí, como sinal de coroamento do processo de formação do sistema literário.

ZH – A última história da literatura brasileira importante foi a de Alfredo Bosi, História Concisa da Literatura Brasileira, escrita há mais de três décadas. A que se pode atribuir o silêncio atual na tarefa de historiar a literatura brasileira?

Candido –
Hoje, a tarefa de escrever uma história da nossa literatura que ultrapasse a escala de compêndio ou, como se dizia dantes, de bosquejo, dificilmente poderá ser realizada por um só autor. Afrânio Coutinho sentiu isso bem quando recorreu, já nos anos de 1950, a uma equipe variada para realizar o seu importante A Literatura do Brasil, em seis volumes. A experiência pessoal me mostrou que mesmo o estudo mais ou menos aprofundado de apenas dois períodos era tarefa pesada demais quando a empreendi, de 1945 a 1957. Daí tantas lacunas na FLB. De lá para cá, a investigação se desenvolveu de maneira considerável, devido sobretudo aos programas de pós-graduacão, apoiados por bolsas de estudos. Do Amazonas ao Chuí, como se dizia, milhares de estudiosos, com mais ou menos talento, com mais ou menos êxito, vêm realizando um esquadrinhamento que torna difícil a uma só pessoa a tarefa de escrever uma história, mesmo curta. O livro de Alfredo Bosi é notável, e eu mencionaria também o de Luciana Stegagno Picchio. E há outra questão: será que ainda há interesse nesse tipo de livro? Houve modificação profunda nos estudos literários, e o tratamento histórico parece ter perdido o prestígio anterior, o que é uma pena e, sobretudo, uma perda.

ZH – O Modernismo da década de 1920 contribuiu para a afirmação nacionalista no estudo da literatura brasileira. Para críticos estrangeiros, como Erich Auerbach e Edmund Wilson, o nacionalismo não é um problema a ser pensado. A que o senhor atribui essa necessidade do nacionalismo no Brasil? Não parece ter havido influência demasiada do Modernismo na historiografia brasileira?

Candido –
O nacionalismo dos românticos foi um instrumento de afirmação nacional e sobretudo patriótica, sendo tentativa de demonstrar que a literatura brasileira era diferente da portuguesa, porque tinha temas e sentimentos próprios. Foi uma espécie de compreensível reforço do processo de independência, processo lento que começa com a vinda de Dom João em 1808 e vai até a última revolta local em 1849. Foi um ponto de vista historicamente compreensível e válido, marcado pelo patriotismo e a euforia. O que se chama de nacionalismo dos modernistas de 1922 me parece outra coisa. Teve cunho crítico e desmistificador, procurando destacar aspectos considerados negativos pela ideologia tradicional: o negro, o imigrante, o pobre, a fala e a cultura popular etc. Sem falar que substituiu a euforia pela ironia, parecendo, às vezes, um antinacionalismo. Tanto assim que talvez o retrato mais significativo do Brasil que surgiu então foi Macunaíma. O que se poderia aproximar do nacionalismo originário é o verde-amarelismo, derivante secundária que deu no que deu. Quanto aos críticos estrangeiros, é bom lembrar que o nacionalismo romântico foi importante porque o Brasil era um país novo, precisava afirmar sua singularidade e sua valia, começando pela beleza da paisagem e chegando ao índio transfigurado. Fenômeno de adolescência sem sentido nos países velhos.

ZH – Aos 50 anos da FLB, que balanço íntimo o senhor faz? Ocorre-lhe alguma crítica que a obra poderia ter recebido e, para surpresa sua, não veio?

Candido –
O que me causou estranheza é sobretudo o fato de FLB ter sido tratada como se fosse uma história truncada ou uma teoria geral. Creio que a maioria se limitou a comentar a pertinência do prefácio e da introdução, quando os quadros e critérios que eles propõem sempre me pareceram menos importantes do que as análises, escolhas, filiações, articulações das obras e dos autores. Esta é a matéria do livro, e dela não se fala. Tenho razão em considerar Santa Rita Durão um passadista e Basílio da Gama um inovador? O Uraguai é uma obra-prima mal composta? Houve de fato um “pré-romantismo franco-brasileiro”? A relação do Arcadismo e do Romantismo pode ser considerada de cunho dialético? Sousa Caldas é de fato um crítico ilustrado da tradição clássica? O gênero romance foi uma espécie de descoberta progressiva do país? A obra de (José de) Alencar vale mais pelo realismo do que pelo indianismo? O conto Ierecê a Guaná, de Taunay, pode ser considerado mola inconsciente de Inocência? Esses são alguns exemplos das dezenas de proposições da FLB às quais ninguém deu atenção. Mas não faltou quem dissesse que, para mim, a literatura brasileira começa em 1750. Essa atenção aos pressupostos e esse desinteresse pela realização me fazem pensar que não fui capaz de explicar claramente o que pretendia. Mas como o livro continua a ser editado meio século depois parece que tem sido mais apreciado pelos estudantes, pelos professores e pelos leitores em geral do que pela crítica. Por outro lado, mais recentemente, a FLB vem sendo elevada a alturas que não merece. De fato, alguns o situam ao lado de Casa-Grande & Senzala e Raízes do Brasil como interpretação do Brasil, o que é constrangedor pelo exagero e equivocado como juízo. Não apenas a sua escala é incomparavelmente mais modesta, mas as interpretações pressupõem a abordagem da realidade social diretamente registrada na documentação, sendo por isso efetuada por historiadores, sociólogos, economistas. Ora, a literatura é uma transfiguração da realidade, de maneira que não pode servir de base para as interpretações.


Fonte: Zero Hora [via surdina.com]

sábado, 18 de julho de 2009

Para Pensar o Brasil - Modernismo

Em complemento a post anterior sobre Mário de Andrade.

Mário de Andrade - O Movimento Modernista (1942) [4shared]

Sobre Mário de Andrade:
João Luiz Lafetá - A representação do sujeito lírico na Paulicéia Desvairada (1993) [4shared]
Antonio Candido - O poeta itinerante (1990) [4shared]

Sobre Oswald de Andrade:
Leandro Konder - Oswald de Andrade [cap. do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo]
Vinicius Dantas - Entre a Negra e a Mata Virgem [4shared]

Sobre Carlos Drummond de Andrade:
Antonio Candido - Inquietudes na poesia de Drummond (1967) [4shared]
Mário Faustino - Poeta Maior: Carlos Drummond de Andrade [4shared]

Sobre o Modernismo brasileiro:
Mário da Silva Brito - A Revolução Modernista (1955) [4shared]
João Luiz Lafetá - Cap. 1 do livro 1930: A Crítica e o Modernismo (1974) [4shared]
Antonio Candido - Prefácio ao livro de Lafetá, 1930: A Crítica e o Modernismo (2000) [4shared]
Sergio Miceli - Experiência social e imaginário literário nos livros de estréia dos modernistas em São Paulo (2004); também em pdf.
José Paulo Paes – Cinco livros do modernismo brasileiro [pdf]
Sérgio de Carvalho - Atititude modernista no teatro brasileiro [pdf]

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Para Pensar o Brasil - Darcy Ribeiro

Darcy Ribeiro (1922-1997)
O processo civilizatório: etapas da evolução sócio-cultural (1968)
O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil (1995)

Informações bio-bibliográficas sobre Darcy Ribeiro.

Fundação Darcy Ribeiro

Livros de Darcy Ribeiro:

Textos de Antonio Candido sobre Darcy (inclui o artigo "O mágico de Montes Claros", uma introdução a Maíra e o artigo "As três bandeiras") [em pdf, no 4shared]


Personalidade inquieta e ousada
Antonio Candido

Darcy Ribeiro foi sem dúvida um dos maiores intelectuais brasileiros deste século, com a particularidade de ter sido também um grande homem de ação.
Ele tinha uma personalidade inquieta e ousada, que o levou a se interessar por alguns dos setores mais importantes da cultura brasileira. Sem falar das obras de sua especialidade de antropólogo, lembro tudo o que fez no setor de educação, não apenas escrevendo, mas criando instituições do mais alto interesse. É preciso também fazer referência a sua vocação de escritor criativo, cujo principal produto foi o romance Mayra. E por último lembremos um dos aspectos mais fecundos de sua atividade, que foram as obras sobre a natureza da história e da sociedade brasileiras, como O Povo Brasileiro e O Processo Civilizatório. Mas eu não poderia esquecer de um aspecto muito importante do seu pensamento em relação ao Brasil: o otimismo. Darcy Ribeiro teve a capacidade de sintetizar, numa perspectiva quase eufórica, alguns aspectos que muitas vezes são considerados negativos, como a mestiçagem, a alegria dionisíaca, a mistura de culturas e outros, que ele sabia fundir numa visão construtiva e sem ufanismo.
(Folha, 19/06/2000)

domingo, 24 de maio de 2009

Mário e Pio

Sobre a correspondência de Mário de Andrade e Pio Lourenço Corrêa.

Texto de Gilda de Mello e Souza - O arcaico e o moderno (Piauí, 2009).


Entrevista de Antonio Candido:

''Pio discordava radicalmente do modernismo de Mário de Andrade''

Segundo o crítico Antonio Candido, o fazendeiro de Araraquara não aceitava as inovações literárias propostas pelo escritor

Ubiratan Brasil

O crítico Antonio Candido ainda guarda recordações afetivas de Pio Lourenço Corrêa, fazendeiro que se tornou o principal interlocutor de Mário de Andrade - e também seu, mantendo um contato constante de 1944 até o ano da morte de Corrêa, 1957. "Foi um dos homens mais inteligentes e originais que conheci", comenta ele, em entrevista ao Estado, realizada por e-mail. "Apesar de ser 43 anos mais moço, fui amigo dele."

Leia trechos da correspondência

Na introdução escrita para Pio & Mário, em que revela traços biográficos do fazendeiro, o crítico o descreve como um homem pequeno, magro, de feições corretas, voz grave e bem empostada, a serviço de uma dicção perfeita. "Possuía grande senso de humor, se divertia com facilidade e era conservador incomparável", comenta.

Candido acompanhou o trabalho de sua mulher, Gilda de Mello e Souza, na reunião de todo material relativo a Corrêa, que era seu tio-avô paterno. A intenção da pesquisadora era escrever um estudo detalhado sobre o fazendeiro. A morte, no entanto, em 2005, a impediu de dar a redação final.

Quem foi Pio Lourenço Corrêa, com o qual Mário de Andrade manteve a mais longa troca de cartas?

É bom esclarecer que não era tio de Mário de Andrade, embora este o trate assim o tempo todo na correspondência. Mário e os irmãos se acostumaram a este tratamento por imitação de um sobrinho de Pio Lourenço, com o qual conviveram em meninos. Mas era primo de sua mulher, Zulmira de Moraes Rocha. Pio Lourenço foi fazendeiro eficiente e homem muito culto, dedicado sobretudo aos estudos linguísticos. Como era um pouco maníaco, acabou tendo como preocupação central demonstrar sistematicamente que o nome da sua cidade significa "morada do sol", ou "cova onde nasce o sol", não "cova das araras". Neste sentido publicou um livro interessante: Monografia da Palavra Araraquara. Publicou também muitas dezenas de artigos sobre questões de linguística. Era extremamente conservador e, como se dizia, "sistemático", chegando a elaborar um modo de viver peculiar em sua chácara Sapucaia. Conhecia bem quatro línguas estrangeiras, pronunciando-as com perfeição, e tinha uma biblioteca de qualidade, que compreendia inclusive um setor de ciências naturais, das quais era amador. Apesar de severo e autoritário, era sociável, hospitaleiro e tinha uma conversa encantadora, marcada pelo senso de humor. Era notável a firmeza inflexível do seu caráter. Foi um dos homens mais inteligentes e originais que conheci, num convívio que durou até a sua morte em 1957, porque, apesar de ser 43 anos mais moço, fui amigo dele.

Como as cartas de Mário a Pio abrem caminho para a compreensão das angústias do escritor?

Na introdução deste livro, Gilda de Mello e Souza sugere, a meu ver com razão, que as relações de ambos tiveram certo caráter de apoio do mais velho ao mais moço. Muitas delas mostram Mário inquieto e deprimido, despertando no amigo uma atitude de quem conforta e estimula. É provável que esta tenha sido a base da grande amizade deles. Gilda observa também que o pai de Mário morreu num momento em que as relações com o filho não estavam afinadas, o que deve ter gerado algum remorso neste. Então, Pio Lourenço avultou como amparo e abrigo, tanto mais quanto Mário via nele, segundo diz numa carta, semelhança com seu pai: a mesma severidade intransigente, a mesma retidão sem quebra, a mesma disciplina. Pio Lourenço, do seu lado, foi amigo do pai de Mário, Carlos Augusto de Andrade, do qual era 26 anos mais moço, e tinha por ele não apenas admiração, mas veneração. Lembro que invocava o seu nome com muita frequência a propósito de vários assuntos.

Houve influência de Pio sobre Macunaíma, escrito na sua chácara?

A resposta é negativa. Mário escreveu o livro na chácara porque o impulso ocorreu lá. O quarto do casal e o quarto de hóspedes ficavam lado a lado, com portas contíguas dando para um pequeno vestíbulo. Estas portas tinham a parte superior de vidro fosco rugoso, de modo que era possível saber, de um, se a luz do outro estava acesa. Dona Zulmira queria que o primo dormisse cedo para descansar; ele, então, a fim de não alertá-la, ia para o grande banheiro privativo do quarto, fechava a porta e escrevia até quando quisesse, numa pequena mesa encimada por um espelho oval. Foi assim que redigiu de jato o famoso livro, mas retocou-o em seguida, inclusive na fazenda do irmão de dona Zulmira, Cândido de Moraes Rocha, onde contava episódios aos filhos pequenos deste. A mais velha, Maria Elisa, que tinha uns 11 ou 12 anos, foi quem sugeriu que Venceslau Pietro Pietra morresse afogado num tacho de macarronada. Pio Lourenço discordava radicalmente do modernismo e da escrita de Mário, mas noutros setores podiam trocar ideias: fala popular, ditos, tradições paulistas, problemas de linguística. Numa carta vemos que gostou de Os Filhos da Candinha, cuja escrita lhe pareceu mais ?normal?. A correspondência mostra que Mário discutia muita coisa com o amigo, do qual diferia intelectualmente. Mas se admiravam e eram unidos por um grande afeto.

Fonte: Estado, 24/04/2009.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Romantismo no Brasil




Antonio Candido - O Romantismo no Brasil (2002) [4shared]

quinta-feira, 12 de março de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Tipos e mitos do pensamento brasileiro

Octávio Ianni - Tipos e mitos do pensamento brasileiro (Sociologias, 2002); também em pdf.

Antonio Candido - Octávio Ianni: um homem justo (2005), em pdf.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Florestan Fernandes

Florestan Fernandes (1920-1995)
A integração do negro na sociedade de classes (1964)
Revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica
(1974)


Florestan Fernandes - Ciências Sociais na ótica do intelectual militante (Estudos Avançados, 1994); também em pdf.

Textos antigos de Florestan no site Almanaque.

Informações bio-bibliográficas no site da Biblioteca Florestan Fernandes.

Sobre Florestan:

Antonio Candido - Para saudar um grande homem (1995)
Antonio Candido - Um militante incansável (1998)

Dossiê Presença de Florestan Fernandes (Estudos Avançados, 1996), incluindo textos de Antonio Candido, Octávio Ianni e outros.

Barbara Freitag - Florestan Fernandes revisitado (Estudos Avançados, 2005); também em pdf.

Vídeo
Documentário: Florestan Fernandes, o mestre [com depoimento de Antonio Candido].

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Sérgio Buarque de Holanda (2)


Sobre Sérgio Buarque (em complemento ao post anterior):

Leandro Konder - Sérgio Buarque de Holanda (capítulo do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo).

Antonio Candido - A visão política de Sérgio Buarque de Holanda (Folha, 1998), em pdf. [4shared]

Antonio Candido - Sérgio em Berlim e depois (Novos Estudos), em pdf. [4shared]

Breve artigo de Antonio Candido sobre Tentativas de Mitologia (Jornal da UBE).

Rodrigo Ruiz Sanches - Sérgio Buarque de Holanda na Universidade do Distrito Federal, na Universidade di Roma e na Escola Livre de Sociologia e Política (Novos Estudos on-line).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Originalidade de Antonio Candido

Leandro Konder - Antonio Candido (capítulo do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo).

Roberto Schwarz - Originalidade da crítica de Antonio Candido (Novos Estudos), em pdf. [4shared]

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Para pensar o problema da fome

Em 1999, o SESC promoveu um debate sobre "Alimentação - Direito Fundamental do Cidadão". Antonio Candido escreveu para o evento um texto intitulado "Alguns Tópicos para Reflexão", divulgado na Folha:

ANTONIO CANDIDO
Creio que o Sesc já reuniu um acervo importante de observações sobre o problema da carência alimentar e social, como se pode ver, entre outras publicações, pelas contribuições reunidas nos dois volumes intitulados "O Desafio Social da Fome". Essa obra denota a ocorrência de um fato novo e muito auspicioso, que é a participação nascente do empresariado na luta contra a miséria e a marginalização social.
Isso posto, seria pretensioso de minha parte querer sugerir idéias a quem se revela bem aparelhado para enfrentar o problema nos limites da esfera privada. Portanto, o que segue é simples manifestação de boa vontade e espírito de colaboração.
1. Um dos traços mais positivos do nosso tempo é o que se pode denominar "consciência da fome", isto é, a convicção mais ou menos generalizada de que há muita fome no mundo, que boa parte das populações não pode se alimentar de maneira conveniente e que isso não é fatalidade ou castigo (como se pensava antes), mas fruto de uma organização social insatisfatória, que concentra renda numa extremidade e priva a outra dos recursos mínimos.
Essa consciência é um passo à frente e deve ser o primeiro tópico de reflexão. É bom, inclusive, lembrar que cerca de algumas dezenas de anos atrás quem dissesse essas verdades seria taxado de subversivo e poderia sofrer consequências penosas. Mas hoje, essa é a linguagem dos governantes, dos políticos, dos jornalistas, dos empresários, sem qualquer conotação de tipo radical. Portanto, trata-se de algo positivo, por ser convicção generalizada, correspondendo ao que Durkheim denominava "um estado forte da consciência coletiva", capaz de gerar mudanças necessárias.
2. Mas é também um perigo, porque pode transformar a constatação e a denúncia em mera retórica. É curioso verificar como setores no fundo insensíveis à desigualdade econômica e social em seus aspectos mais drásticos falam cada vez mais da necessidade de combatê-la e eliminá-la; e como gente que não tenciona alterar nada proclama aos quatro ventos a sua disposição de lutar contra a pobreza e a desigualdade extrema. Assim, um segundo tópico de reflexão poderia ser o de avaliar o que é genuíno e o que é cortina de fumaça na luta contra a fome e a miséria.
3. Seria ainda bom refletir um pouco sobre a posição do Brasil no panorama da fome universal, começando por lembrar o nome de um brasileiro eminente que fez da fome tema obrigatório nos estudos de sociologia, geografia humana, economia, política, levando outros estudiosos, em outros países, a enfrentar seriamente o assunto. Refiro-me a Josué de Castro, autor de dois livros que se tornaram clássicos em todo o mundo e foram traduzidos para muitas línguas: "Geografia da Fome" (1946) e "Geopolítica da Fome" (1951). Isso lhe valeu fama universal e altos cargos internacionais no setor de luta contra a carência alimentar, no entanto, lamentavelmente, morreu no exílio, cassado pelo regime militar.
Josué de Castro deve ser considerado pioneiro e patrono, porque alertou o mundo, fez todos abrirem os olhos para uma realidade incômoda que se procurava evitar. Quem tem a minha idade, ou pouco menos, ainda lembra que nas escolas dos anos 20, 30 e 40 a palavra de ordem era apresentar o nosso país como terra prometida, onde havia o necessário para todos e ninguém morria à míngua. Homens como Josué de Castro trouxeram à tona a triste realidade e levaram as concepções educacionais a serem mais realistas, porque ficou impossível esconder aos jovens a triste verdade.
Ora, sem o conhecimento da verdade não se muda nada; por isso eu diria que um terceiro objeto de reflexão deve ser o esforço necessário para reeducar todo o povo, mas sobretudo as camadas dominantes, que têm o poder decisório, fazendo ver que somos um país muito desigual, encharcado de iniquidade, onde há setores bem-sucedidos e outros que nos situam, lamentavelmente, na retaguarda dos povos civilizados. Basta consultar as estatísticas alarmantes sobre as nossas deficiências no terreno social.
4. O sociólogo e reformador francês padre Louis Joseph Lebret, que foi tão ligado ao Brasil e aqui trabalhou liderando o movimento "Economia e Humanismo" (e que, seja dito de passagem, sofreu a influência das idéias de Josué de Castro), tinha como um dos lemas: "É preciso criar a abundância". Ele chamava a atenção para o fato de serem as proteínas quase um privilégio, que diferençava os países pobres dos países ricos, de maneira que o mundo tinha de fazer um esforço sobre-humano para aumentar a produção de alimentos, seguido de outro esforço (talvez mais difícil, porque dependia de uma revolução das mentalidades) para torná-los acessíveis a todos. Daí ter definido o conjunto das suas teorias como "economia humana", isto é, uma economia segundo a qual o lucro não apagasse o sentimento de solidariedade, mas solidariedade a fundo, importando em fraternidade e desprendimento, na luta contra a fome. Papel tanto mais importante quanto, ao contrário do que se pensava, o progresso técnico tem agravado, não melhorando, a desigualdade entre os povos e a falta de alimentos. Sem uma concepção humana, o progresso material se torna fator de injustiça e miséria, entregando o mais fraco ao mais forte, na escala dos países e na escala dos grupos.
5. O quinto tema de reflexão poderia ser o da relação entre público e privado na luta contra a carência e a fome, pois dela depende a relação entre a iniciativa empresarial e o Estado, que deve ser redefinida em nossos dias.
Na civilização do Ocidente, que é a nossa, o pobre contava antigamente apenas com a caridade; portanto, dependia da disposição e da boa vontade de pessoas e instituições, a principal das quais era a Igreja Católica, e mais tarde também as reformadas. Isso queria dizer que o pobre não tinha direitos, mas dependia da boa disposição humanitária dos outros.
Com a formação do Estado moderno e seu triunfo a partir do século 17, foi crescendo lentamente a idéia de cidadania e, após ela, a de direitos políticos do cidadão, proclamados pela primeira vez oficialmente pela Revolução Americana de 1776 e pela Revolução Francesa de 1789. Ora, no correr do tempo e das lutas sociais, foi ficando cada vez mais claro que, além dos direitos políticos, havia o direito elementar à sobrevivência física, que custou a ser admitido nas democracias meramente formais, que predominam.
Ora, esse direito é ameaçado, no limite, pela fome. Daí o Estado ter assumido aos poucos várias modalidades de assistência que antes inexistiam ou dependiam da boa vontade privada, isto é, não eram direitos, mas dívidas.
Essa realidade suscita uma questão delicada: a das relações, em nossos dias da empresa privada com o Estado, pressupostas no segundo plano de iniciativas como as do Sesc. Nos países do Primeiro Mundo o problema é diferente, porque a repartição dos bens é menos desigual e porque a capacidade de pressão das classes subalternas é maior.
Por isso, o Estado pode alocar somas consideráveis nos setores de previdência e assistência e a empresa privada é coagida a aplicar parte dos lucros para o mesmo fim. Mas, nos países emergentes, podem haver situações complicadas, na medida em que o Estado desvia somas destinadas àqueles fins para atender a outras obrigações; e na medida em que a empresa privada se encontra frequentemente em falta com relação a suas obrigações de mesma finalidade. Isso pode gerar como reação pressões mal dirigidas ou pouco eficazes das camadas subalternas e relações difíceis entre Estado e empresa. Por isso, tais relações devem ser objeto de uma reflexão que eu não saberia encaminhar, por absoluta falta de competência.
Convém notar, todavia, que em nosso tempo o Estado brasileiro assumiu uma série de encargos sociais com os quais dificilmente é capaz de arcar, mas que criaram na população expectativas que não podem deixar de ser atendidas. Daí a importância crescente dos organismos não-governamentais e a consciência também crescente do senso de responsabilidade de alguns setores das classes dominantes. A partir daí é possível prever que haverá dentro de algum tempo uma
modificação profunda nas relações entre a esfera pública e a privada, contanto que a primeira saiba limitar as suas atribuições e a segunda assuma consciência da sua responsabilidade social. Isso permitiria evitar o estatismo, de um lado, o egoísmo capitalista, de outro, favorecendo uma espécie de responsabilidade partilhada, que talvez venha a ser uma das tônicas das próximas décadas. Pelo menos é um caminho possível para tentar soluções diferentes das que fracassaram no século 20. Esse quinto tópico de reflexão sugere o desenvolvimento de uma mentalidade cooperativa e solidária que, quem sabe, conseguirá atenuar os efeitos do nosso egoísmo, redimido periodicamente pelo trabalho dos homens de boa vontade. É impossível prever o que acontecerá a partir de agora, pois estamos provavelmente entrando numa era de transformações tão drásticas quanto as que começaram com o fim do Império Romano, no século 5, ou no Renascimento, no século 15. Mas é certo que, se quisermos humanizar a sociedade, teremos de fazer esforços gigantescos para limitar a exploração do homem pelo homem, distribuir melhor os bens, equilibrar interesse público e interesse privado.
Como não tenho conhecimentos específicos para discutir os problemas ligados de maneira direta à fome e à carência, preferi, como se viu, sugerir reflexões periféricas, que considero todavia necessárias para complementar as discussões técnicas, pois em torno do problema central há aspectos históricos, sociais, políticos que devem ser levados em conta.

Antonio Candido, 81, crítico literário, é professor emérito da USP, autor de "Formação da Literatura Brasileira"
(Fonte:
Folha de S. Paulo, 11 de novembro de 1999)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ao vencedor as batatas 30 anos


Entrevista de Roberto Schwarz sobre Ao Vencedor as Batatas - Ao vencedor as batatas 30 anos (RBCS, 2008); também em pdf.
Na entrevista, Schwarz fala sobre "As idéias fora do lugar", a crítica de Antonio Candido, Adorno.


"em Adorno você tem a idéia de que ao fazer uma análise interna cerrada de uma obra de valor, você acaba descobrindo uma forma de organização que alude de maneira importante à história contemporânea. Esse é que é o ponto. É uma espécie de parti pris metodológico. Eu me entusiasmei muito com isso, de casar a análise estilística com a reflexão histórico-social. É o que Antonio Candido buscava fazer, especialmente em "Dialética da malandragem" e depois, logo em seguida, no ensaio sobre O cortiço. São ensaios de alto nível, os mais complexos e inventivos da crítica brasileira. Antonio Candido, que é sempre muito discreto do ponto de vista metodológico, nunca falou das implicações da perspectiva dele. Já Adorno, que disputava a hegemonia teórica em toda a linha, no campo da filosofia da música, da teoria estética e da teoria da sociedade contemporânea, refletiu amplamente sobre a questão e mostrou a conexão desse tipo de análise com a dialética e com o marxismo. Em Adorno há realmente um programa de fazer descobertas sobre a sociedade contemporânea a partir da análise estética." (Roberto Schwarz)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Antonio Candido historiador e sociólogo

Entrevista de Antonio Candido sobre Um Funcionário da Monarquia - O Segundo Império (Folha, 2002), em pdf. [4shared]

Resenha de José Murilo de Carvalho sobre Um Funcionário da Monarquia - Veredas do poder (Folha, 2002), em pdf. [4shared]

Artigo de Luiz Carlos Jackson sobre Os Parceiros do Rio Bonito - A tradição esquecida (RBCS, 2001); também em pdf.

Resenha de Francisco de Oliveira sobre o livro A Tradição Esquecida, de L. C. Jackson - A tradição celebrada (Folha, 2002), em pdf. [4shared]

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Literatura e subdesenvolvimento


Dois ensaios de Antonio Candido:

Literatura e subdesenvolvimento (1970), também em pdf.

A Revolução de 1930 e a cultura (1980), em pdf. [4shared]

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Mário de Andrade

Mário de Andrade (1893-1945)
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter (1928)
Ensaio sobre a Música Brasileira (1928)
O Baile das Quatro Artes (1943)
Aspectos da Literatura Brasileira (1943)
Aspectos da Música Brasileira (1965)
Aspectos das Artes Plásticas no Brasil (1965)
O Turista Aprendiz (1972)

Mário de Andrade - Macunaíma, em pdf.
Mário de Andrade - Ensaio sobre a música brasileira ; também em pdf.

Informações bibliográficas sobre Mário no site Modernos Descobrimentos do Brasil.

Artigos sobre Mário:
  • Leandro Konder - Mário de Andrade (capítulo do livro Intelectuais Brasileiros e Marxismo).

Vídeo:
Mário de Andrade: reinventando o Basil
Documentário da série Mestres da Literatura (TV Escola)
Inclui trechos (infelizmente muito breves) de depoimento de José Antonio Pasta Jr.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Para Pensar o Brasil - Euclides da Cunha

Euclides da Cunha (1866-1909)
Os Sertões (1902)


Obras de Euclides da Cunha disponíveis no site da Fundação Biblioteca Nacional, incluindo Os Sertões (parte 1 e parte 2), em pdf.

Obras de Euclides no site do Senado Federal.

Site sobre Euclides, com biografia, bibliografias e outras informações: http://www.euclidesdacunha.org.br/ - traz transcrições dos artigos jornalísticos de 1897.

Artigos:
Antonio Candido - Euclides da Cunha sociólogo, em pdf. [4shared]
Roberto Ventura - Euclides da Cunha e a República (Estudos Avançados, 1996); também em pdf.
Roberto Ventura - Visões do deserto (História, Ciências, Saúde, 1998).
Francisco Foot Hardman - Brutalidade antiga: sobre história e ruína em Euclides (Estud. av., 1996); também em pdf.
Alfredo Bosi - A leitura de Os Sertões hoje; também em pdf.
Dossiê Canudos, Revista USP, n. 20.
R. Ventura - O remorso de Euclides (Folha, 1997); em pdf.
R. Ventura - A revisão de Canudos (Folha, 1997); em pdf.
Marco A. Villa - A aurora de Belo Monte (Folha, 1997); em pdf.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Antonio Candido


Ensaio de Antonio Candido sobre Mário de Andrade - O poeta itinerante (Revista USP, n. 4, 1989/1990); em pdf.

Breve texto de Roberto Schwarz: Antonio Candido, um verbete (Revista USP, n. 17, 1993); em pdf.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O formador

"continuo acreditando na vitória de uma forma de socialismo adequada ao tempo" (Antonio Candido, 1992)

"assumi posições socialistas que não abandonei mais e continuam a nortear as minhas convicções relativas à necessidade de transformar profundamente a nossa sociedade desigual e mutiladora" (Antonio Candido, 2008)

Duas entrevistas de Antonio Candido:

Entrevista a José Pedro Renzi: Socialistas, Comunistas e Democracia no Pós-Guerra (Estudos de Sociologia, Araraquara, v.11, n.20, p.7-21, 2006) [pdf].

Folha, 2006: O formador (pdf). (Para baixar o arquivo, clicar no botão "Download Now"na próxima tela.)

Discurso de Antonio Candido ao receber o troféu Juca Pato em 20 de agosto de 2008: "Preservo convicções socialistas".