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segunda-feira, 7 de março de 2011
Der Silbersee - a última ópera de Kurt Weill, antes do exílio.
Jhering - A seu olhos, o drama épico vem de uma tradição frequentemente ignorada. No entanto, você sugere que toda a literatura, há pelo menos cinquenta anos, aponta para ele. Qual é, expressamente, na sua opiñião, o último representante dessa tendência?
Brecht - Georg Kaiser.
Jhering - Espere, acho que não estou acompanhando o seu raciocínio. Afinal, Georg Kaiser me parece justamente encarnarnar a derradeira peripécia do drama individualista, portanto de um drama que, mais precisamente, se opõe ao drama épico. Kaiser é um autor de visão curta. Ele esgotou seus assuntos ao mergulhá-los em seu estilo, e pelo estilo ele trespassou a realidade, sem tocá-la. O que podemos apreender desse estilo? O estilo de Kaiser é uma escrita muito pessoal, um estilo privado...
Brecht - Exatamente! Kaiser é também um individualista. Mas, ainda assim, há algo em sua técnica que não se coaduna ao individualismo e que, portanto, nos convém. O drama não é o único domínio em que, embora com prejuízo de qualquer outra forma de progresso, podemos constatar um progresso da técnica. De um ponto de vista técnico, a usina à Ford é uma organização bolchevique; ela não vai bem com o indivíduo burguês, ela cai melhor numa sociedade bolchevique. Nesse sentido, Kaiser renuncia, já, na sua técnica, a esse grande subterfúgio shakespeareano que é o efeito de sugestão - essa sugestão que se manifesta à maneira de uma epilepsia: o epilético arrasta para a epilepsia todos os que são propensos a essa afecção de espírito. Mas Kaiser, ao contrário, em suas peças, já convoca à razão.
(Bertolt Brecht. La marche vers le theatre contemporain, In: Écrits sur le Theatre, Vol 1, p. 150-151. Tradução, por Geni)
Abaixo, link para a Märchenoper (ópera conto de fadas) Der Silbersee, de 1933, composta por Kurt Weill sobre libreto de Georg Kaiser. Sua estreia foi perturbada e interrompida por partidários do nazismo, evento que foi decisivo para a emigração de Weill, ainda no mesmo ano.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A Ópera dos Três Vinténs

Filme de G. W. Pabst - Die Dreigroschenoper (1931), com roteiro de Béla Balázs e outros, adaptando a peça de Bertolt Brecht e Kurt Weill. Com legendas em inglês. [rapidshare]
Baixar todas as partes e extrair, com Winrar, os arquivos de imagem de DVD (.iso) [2 DVDs, 7.96 GBs / 8.13 GBs]. Os arquivos .iso podem ser gravados em DVD-DL ou emulados com DaemonTools.
Também em DVD-Rip (avi). [A página inclui link para legendas em inglês.]
sábado, 12 de setembro de 2009
Brecht & Weill
Weill & Brecht - Die Dreigroschenoper (gravado em 1958) [mp3] - com Lotte Lenya
Ute Lemper sings Kurt Weill, vols. 1 & 2 (1988, 1993) [flac] ou aqui: vol. 1 e vol. 2 [mp3]
Anne Sofie von Otter - Speak Low: Songs by Kurt Weill (1995) [flac]
Erotische Gedichte (2006) [audiobook, em alemão] - textos eróticos de Bertolt Brecht lidos por Blixa Bargeld (o guitarrista de Nick Cave & The Bad Seeds e líder do Einstürzende Neubauten).
Ute Lemper sings Kurt Weill, vols. 1 & 2 (1988, 1993) [flac] ou aqui: vol. 1 e vol. 2 [mp3]
Anne Sofie von Otter - Speak Low: Songs by Kurt Weill (1995) [flac]
Erotische Gedichte (2006) [audiobook, em alemão] - textos eróticos de Bertolt Brecht lidos por Blixa Bargeld (o guitarrista de Nick Cave & The Bad Seeds e líder do Einstürzende Neubauten).
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